terça-feira, 29 de abril de 2014

Ophrys bombyliflora, picta e seu hibrido Ophrys x olbiensis

É um híbrido não muito raro, este Ophrys olbiensis, híbrido entre Ophrys bombyliflora x Ophrys picta. Diria que a seguir a O. x bivonae (Orchis anthropophora x italica), será o híbrido mais fácil de encontrar. 

Imagens tiradas em Pedreiras, Sesimbra, em Abril 2014.




 Ophrys bombyliflora x picta

 Ophrys picta, Ophrys x olbiensis e Ophrys bombyliflora



quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ophrys incubacea, picta e seu híbrido

Híbrido espetacular entre Ophrys incubacea e Ophrys picta, descoberto no ano passado perto de Palmela, numa saída da AOSP.

 Imagens tiradas em Abril 2014.







 Ophrys incubacea x picta

Ophrys incubacea, Ophrys incubacea x picta e Ophrys picta

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ophrys fusca, incubacea e seu híbrido Ophrys x braunblanquetiana


Este é um híbrido muito curioso, de Ophrys fusca x Ophrys incubacea. Tem mais semelhanças com a Ophrys fusca do que a O. incubacea. 

 Imagens tiradas em Palmela em Abril 2014, com ajuda do Joaquim Pessoa.

 Ophrys incubacea

 Ophrys x braunblanquetiana e Ophrys fusca

 Ophrys fusca


 Ophrys x braunblanquetiana




domingo, 13 de abril de 2014

As brancas

Bem, a época de 2014 já começou há algum tempo, e  eu estou a atrasar-me…

Este ano, como aliás todos, de uma forma ou de outra, é especial para as orquídeas terrestres: algumas espécies floresceram muito cedo (Ophrys fusca na zona algarvia, onde algumas floresceram ainda em dezembro !), outras têm populações muito abundantes, outras nem sequer floriram.


Outras têm populações muito mais reduzidas que habitualmente (estou a lembrar-me da Orchis italica da Serra de Montejunto e da Ophrys tenthredinifera em geral).


Além de espécies mais comuns, que já vi e fotografei em anos anteriores, comecei o ano com diversas espécies “em branco”, em saídas da AOSP, das quais apresento para já duas  – Orchis mascula, esta em dois locais, ambos da Serra de Candeeiros, na Portela do Vale de Espinhos e no cume da serra, e Himantoglossum robertianum, junto a Palmela, da Serra de S. Luis. 








 Orchis mascula, Serra de Candeeiros







                                  Himantoglossum robertianum, Serra de S. Luis


terça-feira, 6 de agosto de 2013

A Orchis coriophora s.l.

A Orchis coriophora está incluída num (vasto …) grupo de orquídeas com alguma variabilidade ecológica e morfológica, que leva a alguma discussão relativamente à sua classificação taxonómica.

Alguns autores reconhecem apenas uma espécie, polimorfa, distribuída pelo Sul, Centro e Este da Europa, Norte de África e Próximo Oriente, enquanto outros reconhecem várias subespécies e variedades.

Károly Rezso Soó von Bere, botânico Húngaro mais conhecido pelo seu trabalho sobre o género Dactylorhiza, em 1980 (ano da sua morte) propôs 3 subespécies:

- O. coriophora S. str., esporão mais curto que o labelo, lóbulo central do labelo pouco mais  largo que os laterais, cor purpura forte;

- subsp. fragrans (muito comum em Portugal, na Beira Litoral, Estremadura, Ribatejo e Algarve), reconhecível pelo odor intenso a baunilha, esporão igual ou maior que o labelo, lóbulo central do labelo claramente mais largo que os laterais, cor purpura mais clara;

- subsp. martrinii (existente em Portugal para Norte da linha Viana do Castelo / Serra da Estrela), caracterizada pela grande largura do esporão e labelo curto (com ou sem odor);

A  var. carpetana, com um característico porte robusto (30 a 50 cm de altura), e sem odor, foi descrita inicialmente em 1870 por Heinrich Moritz Willkomm, e é hoje aceite por alguns autores.

Esta var. carpetana ainda não vi (está na calha para 2014) mas aqui ficam imagens das 3 subsespécies.

 O. coriophora S. str.

 

  O. coriophora fragrans, Arrábida




   O. coriophora fragrans, Cheleiros, Mafra






 

 

    O. coriophora martrinii, Fresulfe, Bragança

 O. coriophora fragrans

O. coriophora martrinii

Resta dizer que esta espécie tem aparecido ultimamente integrada no género Anacamptis… E não resisto a mostrar uma fotografia de um lindo híbrido Orchis coriophora fragrans x papilionacea, ou Anacamptis fragrans x papilionacea, denominada Anacamptis x menosii. Fotografia tirada junto a Rabaçal, em 1 de Maio de 2011.



sábado, 27 de julho de 2013

Em busca da Gymnadenia

Afinal, não esperei por 2014. A oportunidade aconteceu, uns dias apenas após o meu post de 13 de Julho, o amigo Américo Pereira guiou-me, e lá fui ao Gerês à procura da Gymnadenia conopsea. 
 
 O nosso objetivo

Aviso já que este post vai ter a ver mais com escalada do que com … orquídeas !

Começámos bem cedo a subida, junto da Casa do Guarda da Portela de Leonte (862 m de altitude). Aí comecei a perceber o que me esperava! E este caminho foi construído, e ainda hoje serve, para a subida de gado vacum, nos meses de Verão, para os prados de altitude, onde ainda subsiste pasto nessa altura do ano.

Vista do Pé de Cabril (1234 m de altitude), do outro lado do vale do Rio do Gerês, a cerca de metade da subida

Já mais perto do final da subida

Vista para Norte: lá no fundo, Espanha


O Pé de Cabril no final da subida

A caminho do Prado de Mourô

Chegados ao Prado de Mourô (1100 m de altitude). Este prado estava totalmente rapado, o que queria dizer que as vacas já tinham ido para altitude superior.

O Abrigo de Mourô

Mourô já ficou para trás

Já se via o Borrageiro (1430 m de altitude)

Todo o trilho está sinalizado por mariolas, algumas bastante sugestivas …

Continuamos a subir

Vista para o vale do Rio Teixeira

Agora mais perto, más notícias: as vacas estavam bem em cima do local !?!

O nosso objetivo


Uma manada feliz

As Gymnadenias encontradas estavam já todas frutificadas. 10 dias antes estavam em plena floração !

Fica a beleza das Erica

Escondida mo meio da vegetação, o prémio de consolação: a Dactylorizha ericetorum

 


 
  Dactylorizha ericetorum

                     Ao fundo, no primeiro plano, o Muro, na Serra Amarela (1359 m de altitude)

Resta saber se para o ano consigo passar o Borrageiro e chegar aos prados da Messe e do Conho … onde existem exemplares hipocromáticos e o híbrido Dactylorhiza ericetorum x Gymnadenia conopsea (que, já agora, ainda não encontrei descrito!).