quarta-feira, 8 de julho de 2015

A Epipactis helleborine

A Epipactis helleborine não é tão comum em Portugal como as aparentadas lusitanica e tremolsii, mas é mais abundante que as delicadas fageticola / phyllanthes.

Encontra-se, de acordo com a Flora-on, “Em clareiras e orlas de bosques caducifólios, povoamentos florestais (pinhais) e matagais, por vezes, também no sob coberto. Em locais frescos e algo húmidos, sobre diversos substratos. “

Estas fotos foram tiradas em Gondesende, Parque Natural de Montesinho, na orla de um bosque de Quercus pyrenaica, em 5 de junho de 2015.






quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Neotinea ustulata

Quem vê fotografias espetaculares da Neotinea ustulata e depois vai à procura dela, está à espera de uma planta robusta, com uns 50 cm de altura (ao estilo da Dactylorhiza caramulensis).

Agora se afinal não passa dos 8 - 10 cm (como a Ophrys pintoi), é preciso redirecionar a vista para plantas mais pequenas. Costumamos dizer que o complicado é encontrar a primeira, porque a partir daí os olhos com facilidade encontram mais.

Longo preâmbulo para dizer que inicialmente só olhava para a Gymnadenia conopsea e não via a Neotinea ustulata, embora na zona dos Lagos de Saliencia, no Alto da Farrapona, em Somiedo, Astúrias, a primeira tenha apenas o dobro da altura da segunda.

Mas finalmente, com as preciosas indicações do amigo Américo Pereira, encontrei a orquídea que me faltava, das existentes em Portugal.

Em Portugal apenas é conhecida uma localização, junto a São João da Pesqueira, e perdi algum tempo, à chuva, a tentar encontrá-la, no passado mês de abril. Já era a terceira tentativa em 3 anos consecutivos, desde que José Brites Monteiro descobriu essa população. Mas em vão. Estava escrito que teria que ir bem para Norte para fotografar esta espécie delicada e belíssima.

E lá estava ela, na companhia da Gymnadenia conopsea e da Dactylorhiza maculata, que neste local tem também um porte reduzido. 

Esta Neotinea ustulata, anteriormente designada por Orchis ustulata, depois de inicialmente ser denominada Neotinea ustulata por Carl Linnaeus em 1753, é uma orquídea delicada e muito bela.

Fotografias tiradas em 25 de junho de 2015.









segunda-feira, 29 de junho de 2015

Finalmente a Gymnadenia conopsea

A Gymnadenia conopsea existe em Portugal apenas nas terras altas do Parque Nacional do Gerês, em zonas de difícil acesso, onde já estive em 2013, mas sem sucesso (já estavam frutificadas), mas é muito abundante no Parque Natural de Somiedo, nas Astúrias.

Existe nas bermas de estradas e caminhos, em prados e encostas.

Fotos tiradas de 16 a 18 de junho de 2015.









quarta-feira, 24 de junho de 2015

As orquídeas de Somiedo

O Parque Natural de Somiedo fica nas Astúrias, antes de Oviedo para quem vem do Sul, e é uma zona lindíssima de alta montanha, que nesta época do ano está repleta de orquideas.

Algumas existem em Portugal, sendo aqui até vulgares, pelo que me abstenho de publicar fotos. Estão neste grupo a Anacamptis pyramidalis, Dactylorhiza elata, Dactylorhiza maculata e Orchis anthropophora.

Outras das nossas espécies muito raras, em Somiedo são abundantes, e merecem artigos separados. São elas a Gymnadenia conopsea e a Orchis ustulata.

Mas existem inúmeras novidades que não são conhecidas em Portugal:
Coeglossum viride
Himantoglossum hircinum
Listera ovata
Nigritella gabasiana
Ophrys insectífera

Dactylorhiza incarnata 
Dactylorhiza sambucina

Fotografias tiradas de 16 a 18 de junho de 2015.

Paisagens de Somiedo


 Valle de Lago

  Farrapona

 La Peral

Lago de Babia

Coeglossum víride, Farrapona



Himantoglossum hircinum, Pola de Somiedo



Listera ovata, La Peral



Nigritella gabasiana, Farrapona



Ophrys insectífera, La Cueta



Dactylorhiza incarnata, El Puerto


 Dactylorhiza sambucina, Farrapona



domingo, 21 de junho de 2015

Uma hora na vida de uma Dactylorhiza elata

Nos prados húmidos do Parque Nacional de Montesinho, existem ainda grandes populações de Dactylorhiza elata.

Embora estes prados sejam regularmente cortados, a altura do corte – algures no início do verão, quando o gado necessita de erva fresca – é compatível com o ciclo de vida desta orquídea.

Num fim de tarde de junho, perto de Gondesende, inúmeros insetos andavam para cá e para lá, escolhendo as flores para pousar. Num dos casos, uma aranha fez uma ratoeira numa planta, onde já tinha apanhado uma abelha.










sexta-feira, 12 de junho de 2015

A Epipactis tremolsii do Zambujal

Reconhecível principalmente pelas folhas inferiores, densas, abundantes e com inserção helicoidal, imbricadas (cobrindo-se parcial e sucessivamente, como telhas), esta será a Epipactis mais abundante em Portugal.

Encontra-se, de acordo com a Flora-on, “Em clareiras de matos e orlas de matagais e bosques perenifólios. Em locais abertos e secos, sobre substratos básicos (raramente ácidos) e pedregosos. “

Fotografias tiradas em 15 de abril de 2015 no Zambujal, Mafra.