segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Orchis
As 3 espécias apresentadas são as mais vulgares, existindo a Sul do Rio Vouga até ao Algarve.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Serapias parviflora
Num dia de Maio, num relvado de um parque de escritórios nos arredores de Lisboa, encontrei uma colónia espectacular de cerca de 10-12 indivíduos de Serapias parviflora.
Era de manhã. Na hora do almoço, fui a casa (moro em Lisboa) buscar a máquina, para constatar, quando lá voltei cerca das 3 da tarde, que tinham acabado de cortar a relva ... e as orquídeas. Todas menos uma, que situada muito na orla do relvado, tinha escapado. Foi só essa que acabei por fotografar, e cujas fotos apresento.
Uma nota final: ainda tentei encontrar os restos da relva cortada e das orquídeas, mas já iam a caminho da lixeira municipal...
sábado, 8 de setembro de 2007
Anacamptis pyramidalis
É reconhecível pela inflorescência em forma de pirâmide compacta (daí o nome da espécie ...) formada por flores rosadas ou arroxeadas, que pode ter uma altura de 30 cm. Tem um cheiro adocicado.
É uma das espécies incluídas no anexo B do Regulamento (CE) n.o 338/97, cuja introdução na Comunidade é suspensa.
Pormenor da flor da Anacamptis pyramidalis
A raíz desta orquídea (à semelhança de outras), seca e moída, dá um pó fino, chamado “salep”. Uma descrição que encontrei, em língua galega (muito curioso, o galego !) do salep, acessível em http://www.zonalibre.org/blog/clop/archives/075316.html :
Moendo o tubérculo seco de algunhas especies de orquídeas, obten-se un po amarelo, o salep, que se utiliza para preparar unha bebida quente que se bebe en Turquía. Tamén se utilizou como reconstituinte para convalecientes pero as suas propiedades non foron cientificamente probadas. Está formado o po por mucílago, azúcar e almidón. Co mucílago tamén se fai unha xalea para as irritacións dos intestinos.
Para quen queira preparar o salep unha receta: recolle-se o tubérculo lateral e ferve-se en auga ou leite antes de po-los a secar (pasase-lles un fio e penduran-se a secar) e facer o po. Unha culler de po, outra de fécula de pataca, outra de fécula de arroz, sucre, e medio litro de leite. Deixa-se ferver dez minutos e sirve-se con canela e moi quente. Eu non o preparei, cando vaia a Turquía xa o beberei. No caso das lavativas via rectal espero non ter que usa-las.

Anacamptis da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz)

Pormenor do exemplar anterior
Outras referências:
http://www.botanical.com/botanical/mgmh/o/orchid13.html
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
A minha primeira orquídea
A Barlia robertiana é a maior orquídea terrestre portuguesa, podendo atingir até 1 metro de altura. É também uma das que floresce mais cedo, havendo locais onde floresce em Janeiro. O nome comum é “cravo-de-burro” (em Português) e “giant orchid” (em Inglês).
É uma espécie vulgar em olivais e terrenos abertos. Na região Mediterrânea, quando a maior parte das orquídeas está a começar a floração, as Barlias já estão normalmente na fase de semente.
xxx
domingo, 19 de agosto de 2007
As Orquídeas
Grande parte destas plantas são epífitas, ou seja, não vivem no solo mas sim sobre outras plantas.
As orquídeas terrestres, não sendo capazes por si de sintetizar os alimentos como a generalidade das plantas, têm uma peculiar aliança com um fungo subterrâneo – chamado michrorriza – o que lhes permite assim obter a partir da água, do ar e dos sais minerais os compostos que as outras plantas sintetizam naturalmente pela chamada função clorofilina.
Por esta razão, as orquídeas normalmente não vivem isoladas, sendo possível encontrar por vezes grandes grupos em zonas bem delimitadas.
Em Portugal Continental, estão presentes pouco mais de 70 espécies, todas terrestres. Existem algumas espécies que só existem em zonas muito restritas, como por exemplo, nas Serras de Montesinho, do Caramulo ou do Buçaco.
As orquídeas estão presentes um pouco por todo o país, sendo mais abundantes nas zonas calcáreas, como por exemplo a Serra de Aire e Candeeiros, a Serra de Montejunto, a Serra da Arrábida e a Serra do Caldeirão. Mas encontram-se em todo o país, excepto em zonas muito secas ou muito arenosas.
A época de floração vai de Fevereiro a Maio, e as orquídeas vivem normalmente em grupos, que podem ser extensos. Assim, se encontrar uma orquídea, procure com cuidado pois é provável que encontre outras.
As orquídeas existentes em Portugal não estão sujeitas a estatuto especial de conservação, mas devem ser fotografadas, disfrutadas na sua beleza, mas não estragadas ou colhidas. Não tente apanhar uma orquídea com a intenção de a plantar em casa, porque não conseguirá. Lembre-se que sem o fungo presente no solo, esta planta não consegue sobreviver ...
sábado, 18 de agosto de 2007
Introdução
Desde Março de 2005, quando tive a sorte de receber de Koeltz Book Company um exemplar do extraordinário livro de Daniel Tyteca "The orchid flora of Portugal", tenho viajado por Portugal em busca de orquídeas terrestres.
Dado que esta busca está limitada na maioria dos locais do princípio de Março ao final de Abril de cada ano, e o meu tempo nunca chega para tudo, nestes 3 anos visitei cerca de 50 locais (alguns mais de uma vez) e encontrei cerca de 35 espécies de orquídeas. Este número representa cerca de 40 % do total expectável de espécies existentes em Portugal continental (serão cerca de 70 espécies).
Existem locais onde em Maio e mesmo Junho podem ser encontradas orquídeas, normalmente situados em altitude e / ou no Norte de Portugal. Encontrei ainda referências a uma espécie - Spiranthes spiralis – que floresce no final de Setembro / Outubro, e esse será um dos meus projectos para o Outono de 2007.
Na minha busca das orquídeas, tento combinar investigação (que gosto muito de fazer) com viajar, percursos pedestres e fotografia, e, porque não, algumas visitas turísticas e boas estadias e refeições.